Da série “aconteceu com um amigo de um amigo meu” (inspirado pelo Cartoon Network, Marcatti, situações verídicas e as preciosas palavras do amigo
Paulo Briguet):
João Carlos, ou JC, era um desses caras normais, daqueles que não sabem a diferença entre Pavement e Dinosaur Jr., não ligam se personagens de duas editoras saem no braço, nunca ouviu falar de Eraserhead ou sequer gasta mais que 15 reais em bebida num final de semana.
Sua grande paixão foi sempre mesmo a danada, a buceta, a esfirra (aberta) peluda, a maior fraqueza de todo bom super-herói.
Ele sempre gostou de ficar olhando, tocando, se lambuzando na perseguida.
Certo dia, encontrou em Gilda, em estado lamentável, o conforto de horas de birita. O embelezador funcionou, sabe como é.
Os dois foram para o motel pulguento mais próximo (daqueles como os que ficam perto do Gato Preto ou da rodoviária de Londrina) e JC, fanático por bucetas, logo enfiou a cara na pérola de Gilda.
Depois de brincar, jogar, lamber, lambuzar, esfregar, sofreu um inusitado golpe de Gilda: a garota, num momento spice-libido de exaltação, fez uma manobra não aconselhada para iniciantes e sul-americanos, e deu, no melhor resumo das senteças, uma bucetada no nariz de JC.
Sim, JC levou uma bucetada na cara, logo ali na ponta do nariz.
Atordoado, o menino fingiu que nada havia acontecido e mandou ver na seqüência de seu filme pornô de terceira.
Três dias depois, na segunda-feira, JC, no trabalho. Passou a sentir cheiro de buceta. Estranhou, olhou para os lados, perdeu a concentração do que fazia. 11h30, bateu cartão, almoço, cafezinho, conversa furada na portaria. O cheiro ainda estava ali, forte, pulsante.
Chegou a conclusão que o cheiro só podia ser da bucetada que levou na cara. “Puta merda, qual o cheiro que fica mais na mão do que buceta?”, pensou, procurando por uma solução eficaz.
Bem, o resto da história...
JC desapareceu depois de terem encontrado duas caixas de Pingo D'ouro na sala. Todos os pacotes abertos, todos os salgadinhos intactos. Alguns vizinhos dizem que a última vez que o viram, ele estava correndo, gritando e espirrando bastante.
O mistério permanece até hoje.
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Chega, chega, chega.
Bora para o Carnachurras Mini-Esva Liga da Justiça.
Para o álcool e avante.
Assim determina o poder de Hal Jordan!