Em homenagem à chegada da nova geração de videogames, escolho aqui...
Os cinco melhores jogos para
PS2:
1. Metal Gear Solid 3 - Snake Eater
Sou bem suspeito de dizer isso mas
Solid Snake rocks. A história é maluca mas bem legal e segue uma cronologia que respeita os fãs (como eu) desde o primeiro jogo, lançado no
MSX em 1987.

Aliás, uma grande sacada. A versão Subsistence conta com os dois primeiros jogos
Metal Gear e
Metal Gear: Solid Snake, do
MSX, para jogar no
PS2. Só quem jogou na época -quando ainda não havia tradução do primeiro para o inglês- sabe o que jogar isso com controle significa, já que os
Experts e
Hotbits tinham teclados horríveis, quase de brinquedo.

Voltando... Jogabilidade sensacional, esquema de camuflagem revolucionário, desafio constante com chefes poderosos e uma perseguição final nunca antes orquestrada em um videogame. Sem contar a trilha sonora
"James Bond" e a sensação de ter participado de um blockbuster de sucesso grandioso.

Que venha
Metal Gear 4: Guns of the Patriots!
2. God of War 2
Como alguém ousaria remodelar a
Mitologia Grega, a maior fonte de criação para todos os super-heróis que conhecemos hoje? O que faria você acreditar que alguém poderia melhorar histórias eternas de paixão, violência, coragem e redenção? Bem,
God of War, tanto o 1 quanto o 2, fazem isso e com competência.

Um bom jogo, com gráficos impressionantes e sistema de lutas intuitivo -a exemplo de
Prince of Persia para
PS2-, nem sempre são suficientes para fazer a cabeça de todos os jogadores. A história, a essência, tem que motivar as pessoas a passarem horas castigando os controles.
Por isso mesmo,
God of War 2 é sensacional. Os gráficos continuam muito belos e a jogabilidade -além do desafio- seguem excepcionais. O que faz a diferença é se sentir como parte da história da mitologia e reencontrar todos os deuses, titãs e semideuses que adoramos.
E se ousadia é a palavra ideal para
GoW, os caras foram mesmo corajosos ao concluir um jogo bastante violento, com sangue jorrando pra tudo quanto é parte, e personagens quase nus, com as mulheres com peitos de fora.

Encontre
Theseus e lute contra os
minotauros para conseguir sua chave, livre
Prometeu da maldição de
Zeus, roube as asas de
Ícaro e convença
Atlas a te auxiliar... A única coisa que me decepcionou foi ter que matar
Perseus, já que adorava ver o filme
Fúria de Titãs quando pequeno...
Ah, sim. Esse jogo deveria ganhar o prêmio de
"Melhor Mapa". Sou meio chato em ficar analisando coerência de mapa em filmes (a briga de
Darth Vader e
Luke em
O Império Contra-Ataca tem o mapa mais desconexo da história do cinema) e em videogames e
GoW 2 tem o mapa mais bem feito, não só em coerência, mas também em escala, já que tudo é imenso e você um mero mortal.
3. Resident Evil 4
Pô, a série que levou o gênero
survival horror para outro patamar nos consoles, ainda no
PS, chegou a um outro estágio de evolução. Essa edição não só retoma aquele clima de "fudeu-acabou-a-munição-e-não-tenho-nenhum-medkit", como também tem uns puzzles legais (não disse difíceis).
Os gráficos ficaram impressionantes, inclusive pela taxa de atualização frame-by-frame, que, junto com a música, criaram a atmosfera perfeita para fazer o que adoramos em uma tarde chuvosa de sábado à tarde: atirar em cabeças de zumbis!

O sistema de uso de armas ficou excelente e os monstros horripilantes. A história continua meio besta, mas, nesse caso, nunca foi o que realmente atraiu na série. Afinal de contas, matar mortos-vivos é realmente divertido.
4. Shadow of the Colossus
Quando alguém me disse: "cara saiu um jogo que não tem inimigos, subchefes, itens, upgrades de equipamentos, nada. São 16 chefes contra você e um cavalo, munido de uma espada e um arco-e-flecha", não dei uma cebola para o jogo, até porque eu nunca gostei de
Ico, produzido pela mesma equipe.

Depois de jogar pouco mais de dez minutos, mudei completamente de idéia. Não é à toa que
Shadow of Colossus reacendeu a questão: "um game já pode ser considerado obra de arte?"

Bem, discussões à parte,
SoC é grandioso, um épico. Esse é o clima de quando você começa a subir nos enormes colossos que povoam o jogo. Esse é o pensamento quando você vasculha os horizontes do imenso e bonito território.
O desafio não é tão grande assim -sim para achar alguns colossos vai quebrar um pouco a cabeça, mas os chefes, em si, não representam grande ameaça-, no entanto, esse é um jogo que você nunca vai esquecer.
5. Final Fantasy XII
A despedida para o
PS2 foi digna de espera. A história e os personagens são legais -não tanto quanto
FF VII ou
VIII- mas o que empolga mesmo é o sistema de batalha, inovador, que deve ser padrão para os próximos
FFs da próxima geração.

As cut-scenes da
Square continuam sendo as melhores de cada geração e o mapa de
Ivalice é algo estrondoso. Cara, você realmente vai demorar muito se quiser ir andando de
Giza Plains para a
Cidade Imperial de Archades.
O Groo não gostou da história, mas é compreensível, já que quem jogou
Final Fantasy Tactics e
Vagrant Story certamente estará mais familiarizado com o rolo todo.

Você nunca vai lutar tanto, com o sistema de batalha em tempo real com os
gambits, e nunca passará tanto tempo no mesmo jogo, fazendo sidequest e caçando monstros. A previsão de terminar o jogo entre 70 e 200 horas não é brincadeira.
Os pontos fracos são os personagens pouco carismáticos -desta vez não temos o foco em apenas um protagonista-, os chefões
Judges muito fraquinhos e os
Aeons, aqui conhecidos como
Espers, muito frangos também. Desde
FFVIII não existem mais
Aeons como antigamente... Mas ok,
FFXII ainda vale a pena.
Bem, não listei
Winning Eleven porque o jogo da
Konami vem sendo o melhor de futebol de cada geração desde quando ainda era
International Superstar Soccer, ainda no
SNES -- (lembra quando a gente jogava o campeonato na casa do Marcelinho, lá em 94 ou 95? por jaga, estamos velhos).
Discordou da lista? Bah, listas servem para isso mesmo.
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See ya.